ENTREVISTA - Marcelo FallahinRealizada em Dezembro / 2008





Natural de Belo Horizonte, aos 34 anos, Marcelo Fallahin é um músico que se destaca por sua enorme versatilidade atuando como multi-instrumentista, compositor, arranjador e produtor musical. Bacharel em violão, cursou a UFMG, UNESP e UEMG onde se graduou. Compôs um enorme repertório para violão, que incluem peças para violão solo, um concerto para violão e orquestra, orquestra de violões, estudos e dezenas de músicas camerísticas. Escreveu mais de cem transcrições e arranjos para violão. Como violoncelista, estudou na fundação Clóvis Salgado, na UFMG e na UEMG. Integrou a Orquestra da UFMG de 1994 a 2000 e também a Orquestra Filarmônica Nova de Belo Horizonte. Fundou o Quarteto de Cordas América para o qual escreveu dezenas de arranjos e composições. Realiza sempre gravações e participações ao lado de artistas renomados da MPB. Fascinado pela música étnica e microtonalismo, em 1994 começou uma profunda pesquisa na música oriental, principalmente a hindu, árabe e japonesa. Executa o Sitar e a Tambura (Índia), Koto (Japão) e o Oud (árabe). Escreveu e editou dezenas de composições clássicas desses países. Em 1996 fundou o Grupo Pranam de música Hindustani (norte da Índia) que chegou a realizar seu concerto para sitar e orquestra em 1998 com a Orquestra Sinfônica da UFMG. Em 2005, realizou um antigo sonho de fundar um grupo de música árabe, o Grupo Al Fallahin que se apresentou nos principais palcos de Belo Horizonte, interior de Minas Gerais, São Paulo com a renomada bailarina Lulu Sabongi e no Paraguai (Assunção). Só em 2007 realizou cerca de 50 shows. Pouco depois, em 2008 Marcelo Fallahin partiu para carreira solo com seu novo grupo que leva seu nome. O trabalho com diretriz étnica, é especializado em diversos estilos de música oriental de diversos países. A dança é uma característica marcante no seu trabalho que resgata a integração entre as artes. No repertório, músicas próprias e clássicas dos compositores Hani Mehanna, Riad El Sombati, Mokhtar Al Said e a famosa Orquestra El Ferka El Mesaya dos lendários CDs Jalilah’s (Egito), Mohammed Abdul Wahab, Omar Faruk Tekbilek (Turquia), Ziad Rahbani (Líbano), Ravi Shankar (Índia) entre outros. Seus shows são sempre marcados por grande entusiasmo e participação do público, no Brasil e no exterior. Os ouvintes ficam envolvidos com as mais belas e tradicionais composições da música oriental e hipnotizados pelos diversos estilos de dança.>

Marcelo, primeiramente gostaria de agradecer pela entrevista concedida ao nosso site e dizer que é uma grande honra poder estrear com você nosso bloco de entrevistas.

Thaty Libbah: Você vive exclusivamente da carreira de músico ou possui alguma atividade paralela? Explique um pouco da sua rotina.

Marcelo: Sim, vivo exclusivamente da atividade musical e só consigo isso graças à minha grande versatilidade profissional. Trabalho com shows, escrita musical, gravações, arranjos, trilha sonora, produção musical, aulas e workshops.

Faço shows semanalmente nos mais variados estilos e formações que vão desde música erudita, música étnica (árabe, música indiana e japonesa), mpb, trilha sonora ao vivo para peças teatrais até música para eventos (casamentos, recepções, festas, funerais, recepções e congressos). Além disso, faço direções musicais e participações como músico convidado em diversos shows de artistas de Minas Gerais.

Montei meu próprio estúdio em casa, lá eu gravo meus discos, trilhas sonoras, jingles, comerciais e também gravações para outros artistas aqui de MG.

Recebo encomendas regulares de compositores querendo arranjos ou mesmo edições de partituras das suas obras. Um trabalho árduo que me ocupa as vezes até 15 horas por dia.

Trabalhei durante muitos anos lecionando em diversos conservatórios aqui de MG, mas agora me dedico apenas ha alguns alunos particulares selecionados.

No momento, estou preparando um conjunto de workshops para 2009 direcionados para bailarinas, onde vou trabalhar temas como musicalidade, coerência coreográfica, história da arte e produção de espetáculos e festivais.

Paralelamente a isso, estou transcrevendo mais um conjunto 15 obras árabes ampliando meu repertório e meu acervo de partituras árabes. A escrita desse material certamente é o foco principal do meu trabalho, que ocupa a maior parte do meu tempo. Cada música árabe que escrevo para orquestra ou banda, leva em média cerca de 50 horas para ser produzida pelo detalhamento que realizo para todos os instrumentos. Ao todo já escrevi cerca e 100 obras árabes que vão desde clássicos egípcios, dabkes, folclores até duas operetas libanesas para orquestra, que espero ter a oportunidade de estrear brevemente.

Thaty Libbah: Você poderia nos explicar com mais de detalhes como são os seus shows e se existe alguma seqüência pré-estabelecida de estilos pra eles?

Marcelo: Meus shows árabes não tem uma seqüência pré-estabelecida e tem basicamente 3 tipos de formato:

1- Ensaio Aberto - é um projeto meu, com a finalidade de proporcionar divulgação para a dança no estado e experiências novas para as bailarinas profissionais e iniciantes, já que a maioria delas em BH não tinha experiência com música ao vivo. A idéia nesse caso é criar um ambiente descontraído e informal onde as coreografias possam ser experimentadas livremente, sem regras e sem o ambiente crítico-destrutivo tão comum no meio da dança. É um ensaio aberto no formato de um show, para gerar segurança e desinibição nas alunas com a música ao vivo. As professoras e profissionais contribuem mostrando suas coreografias elaboradas e tem a oportunidade de experimentar suas inovações artísticas. No fundo, trata-se de uma interatividade entre estúdios, músicos e conhecimentos, o que esta trazendo muito crescimento para a cena de dança oriental em BH. Só em 2008 cerca de 100 bailarinas participaram dessa iniciativa. Além disso, esse projeto resgata a união entre as artes (música e dança) já que até poucos anos atrás (80 anos) todas as aulas, ensaios e shows de dança no mundo só eram realizados com música ao vivo, já que não havia luz elétrica e aparelhos de som disponíveis. Eu creio que essa utilização maciça do CD na formação das bailarinas às afastam dos músicos e da música ao vivo, o que empobrece profundamente a arte.

2- Entretenimento - quando tocamos em restaurantes, bares, casamentos ou festas pra animar o pessoal. Seja a colônia árabe ou bailarinas contratando minha banda para tocar em suas festas é sempre muita animação e diversão. Tocamos também em projetos tradicionais de musica instrumental da prefeitura e das universidades de BH.

3- Espetáculo em Teatros - É o momento em que eu e os profissionais da minha equipe temos para mostrar a riqueza dessa cultura, ganhando espaço e prestígio junto à classe artística do país. Infelizmente esses eventos acontecem poucas vezes ao ano, porque necessitam de muitos recursos e mão de obra. Mas com a ajuda da lei de incentivo a cultura pretendo aumentar a freqüência desses eventos. Normalmente realizo esses eventos junto com grandes stúdios, Cias e bailarinas profissionais. As músicas são especialmente compostas ou arranjadas, assim como o cenário, filmagem e as coreografias ensaiadas com a banda o que promove maior precisão. Pretendo produzir em 2009 mais um DVD registrando um desses espetáculos.

Thaty Libbah: Como músico profissional, além da destreza, é preciso ter sintonia com a bailarina que está se apresentando. Como é para você lidar com diferentes estilos de bailarinas e existe alguma fórmula para a comunicação de vocês no palco?

Marcelo:. Lidar com tantas bailarinas, no dia a dia é uma experiência desafiadora, que gera êxtase e frustração em diferentes circunstâncias. Na maioria das vezes não é só a arte que esta em questão, tem o humor do dia, os hormônios, o ego, a vaidade, o medo, a inveja, a concorrência e uma série de questões que influenciam a relação entre músicos e bailarinas. Afinal artistas são seres complexos com uma limitação simples: O EGO.

Certamente existem sintonias profissionais, sentimentais, amigáveis e até mesmo afetivas entre os músicos e as bailarinas, que vão influenciar essa interatividade.

Mas se observar-mos atentamente, veremos que algumas bailarinas se prendem mais ao ritmo, ao som do derbake, ou ao derbakista em si. Outras se prendem mais à linha melódica, ou instrumentos melódicos. No oriente como as bailarinas entendem o conteúdo do texto das músicas, percebe-se que elas também se ligam muito à letra e interpretam esse conteúdo. Por outro lado, músicos reparam mais a técnica de algumas bailarinas enquanto outros reparam a beleza e o carisma delas.

Talvez a melhor fórmula de se aprimorar essa comunicação no palco seja o ensaio, afinal todos os grandes virtuoses de todas as artes falam que o treino é a alma do negócio.

Eu particularmente acredito que o verdadeiro elo entre o músico e a bailarina seja a música em si. Quanto mais informação sobre a música, maior será a interatividade entre músicos e bailarinas. Mesmo que não seja trocado um só olhar, a música providenciará essa ligação tão necessária. Prova disso são os balés com grandes orquestras situadas no fosso do teatro onde nenhum instrumentista contempla os bailarinos, mas o público usufrui de grandes espetáculos como o balé russo Bolshoi.

Mas para isso é necessário muito conhecimento e informação sobre o assunto, e no Brasil a maioria dos músicos e bailarinas precisam aprofundar mais os seus conhecimentos a respeito de: história da arte, nome de músicas e autores, tradução das letras, musicalidade, ritmos, coreografias, noções estilísticas, conhecimento de figurino, cenário, iluminação, sonorização, informática, fotografia e até mesmo a própria produção artística em si são fundamentais para poderem atingir um requinte de performance.

Thaty Libbah: Qual estilo de Dança do Ventre você mais gosta de tocar? Por que?

Marcelo: Gosto muito do estilo que ficou conhecido aqui no ocidente como “clássico”. Na minha juventude elas foram as primeiras músicas árabes que tive contato e que me chamaram a atenção, porque normalmente são executadas por grandes bandas e orquestras, enriquecidas por uma grande variedade de instrumentos, timbres e elementos musicais.

Lembro na minha infância que essas músicas longas e misteriosas eram como sonhos que minha faziam viajar entre pirâmides, desertos e terras áridas do oriente e percebo essa magia no semblante do público ainda hoje.

A longa duração dessas músicas permite que músicos, bailarinas e ouvintes lentamente sejam envolvidos por uma variedade grande de climas, sensações e ambientes que transitam desde o taqsim inicial, passando pela grande variedade de ritmos e melodias até os Grand finales.

Thaty Libbah: Qual ou quais as bailarinas você mais admira? Você já tocou pra qual delas?

Marcelo: Várias bailarinas me emocionam hoje, mas a precisão técnica, o figurino e o cenário das americanas é o que mais me agrada. De forma geral todas as bailarinas do “Belly Dance Super Stars” tem altíssimo nível técnico e cênico. Mas uma bailarina entre todas essas acho que se destaca: SAIDA acho que ela esta muito próximo do que chamaria de perfeição.

Thaty Libbah: Qual foi o momento mais emocionante da sua carreira? E qual foi o mais triste?

Marcelo: Bem, o momento mais triste que eu me lembre, foi um episódio que ocorreu certa vez numa festa da alta sociedade em que fui contratado para tocar, em que reparei que ao longo de 2 horas de show, nenhuma pessoa do público moveu o olhar para o palco e para os artistas. No final do show, o contratante se aproximou para se despedir e queria me contratar para outro show e disse: “eu gostaria que vocês não ligassem o som, porque muito barulho atrapalha o jantar dos convidados”. Nesse dia conheci o estilo samambaia de show. rsrsrsrs

São muitos momentos emocionantes na minha carreira, mas dois momentos me marcaram com certeza: Um deles foi tocar o prelúdio da ópera Tristão e Isolda de Wagner junto à Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. A música é muito profunda e contagiante, toda a orquestra se emocionou mesmo durante os ensaios.

Outro momento foi o espetáculo Maktub da coreógrafa Cristina Helena junto à Cia de Dança do Sesi Minas. Um espetáculo que fundiu balé, dança contemporânea e música árabe. É muito bom trabalhar com equipe de bailarinas profissionais numa coreografia extremamente elaborada e criar a trilha para esse espetáculo foi super empolgante. É algo que realmente preenche o espírito.

Thaty Libbah: O que você acha da presença masculina na Dança do Ventre?

Marcelo: Eu penso que se a dança do ventre for analisada do ponto de vista estético, fica fácil perceber que a maioria dos movimentos e passos clássicos são predominantemente femininos.

Porém muitos homens se identificam com esse universo feminino, e é direito deles explorar tal universo e se colocarem como artistas perante a sociedade.

Também não é raro nos dias de hoje, observar-mos mulheres trabalhando em funções braçais antes designadas apenas aos homens. E ficam bem perceptíveis os traços masculinos nessas mulheres, apesar de muitas delas se realizarem plenamente nesses cargos. Assim, acredito que a maior riqueza humana seja a pluralidade.

Se tais práticas são bonitas ou não, isso é uma questão de gosto, e não cabe a mim julgar. O que penso que deve ser avaliado é a seriedade, competência e habilidade técnica do artista. Por isso, creio que a sociedade deveria colocar a homofobia de lado e se prender à arte.

Thaty Libbah: O que você acha da ocidentalização da Dança do Ventre em termos de inovação ou regionalização de estilos próprios?

Marcelo: Essa é uma questão polêmica e complexa: de um lado os puristas sempre vão defender e preservar a cultura original ou raiz cultural de um povo, e de outro lado, os vanguardistas sempre surgem para movimentar a arte, acrescentando inovações (as vezes mal sucedidas) e retirando-a de um estado de apatia. O que seria o certo?

Apesar de reconhecer o valor da arte original, nesse caso em particular, eu aprovo o processo de ocidentalização. Aprovo porque vejo a dança do ventre (especialmente no oriente) como um diamante bruto que na maioria das vezes não é devidamente lapidado. Não é lapidado porque os países árabes, vivem um processo de colonização camuflada e subdesenvolvimento, assim como nós aqui na América o Sul, mas lá o contexto histórico e social é ainda mais severo devido aos sucessivos massacres gerados pelas freqüentes guerras.

A conseqüência disso, é que os países árabes não entraram ainda na era tecnológica e na estética atual globalizada em que o mundo se encontra, processo inevitável em minha opinião. Consequentemente, não aperfeiçoaram suas relações humanitárias e ainda são arrebatados de um ultrapassado sentimento machista e fundamentalista. As mulheres não tem espaço para aperfeiçoarem sua arte, experimentar carreira acadêmica, questionarem sua própria estética e se aperfeiçoarem dentro desse universo. Os artistas estão em condição sub-humana. E as bailarinas na maioria das vezes ficam apenas como suvenir para distrair shakes e empresários árabes em festas e grandes redes de Hotéis.

E o que vejo muitas vezes são bailarinas daqui mitificando e glorificando as bailarinas egípcias e de outros paises árabes que na verdade estão totalmente escravizadas e desatualizadas dentro de um sistema arcaico. Percebo que boa parte dessas bailarinas endeusadas tem uma dança monótona em que o conteúdo se restringe apenas ao carisma. Elas levam suas carreiras com pouquíssimo conhecimento a respeito o que seja uma produção de verdade, onde tudo é analisado: roteiro, som, luz, cenário, figurino, registro fotográfico e cinematográfico etc... Nos vídeos e DVDs que chegam ao Brasil, é possível perceber que tudo quase sempre é muito precário.

Vale a pena lembrar que a habilidade individual de uma bailarina é apenas um pequeno detalhe dentro da produção de um grande espetáculo. E essa habilidade torna-se muito mais consistente e profunda se o artista entender pelo menos um pouco a respeito todas as questões envolvidas.

Vamos refletir... principalmente nos dias de hoje, em que a tecnologia avança ferozmente, é muito importante o artista ter um conhecimento multidisciplinar, estar por dentro das tendências estéticas e éticas. No caso específico da Dança do Ventre volto a enfatizar: As bailarinas precisam aprofundar mais os seus conhecimentos a respeito de história da arte, nome de músicas e autores, roteiro, dramaturgia, tradução das letras, musicalidade, ritmos, coreografias, noções estilísticas, conhecimento de figurino, cenário, iluminação, sonorização, informática, fotografia, carreira acadêmica e até mesmo a própria produção artística em si. Somente assim uma bailarina consegue ascender em sua carreira e conquistar o verdadeiro respaldo do meio artístico.

A arte não deve ser ôca. O meio acadêmico ensina isso muito bem.

Thaty Libbah: Como você vê a evolução da Dança do Ventre no Brasil e no mundo?

Marcelo: Como disse na questão anterior, sinceramente acho que no atual momento o Brasil, Estados Unidos e outros paises ocidentais apesar de ainda terem muito para aprender com o oriente, estão assumindo uma liderança natural dentro circuito mundial de Dança o Ventre. É hora dos países árabes profissionalizarem a dança, melhorarem sua organização e produção de espetáculos como o ocidente. Acredito que a Dança do Ventre como toda arte nobre merece estar em teatros participando de espetáculos com roteiro e dramaturgos. Bailarinas de Dança do Ventre não devem ser encaradas como chacretes mas para a população mudar essa visão é necessário que a classe, se organize, fortaleça sindicatos e busque o refinamento artistico.

Thaty Libbah: O que você poderia nos dizer sobre os bastidores na Dança do Ventre em relação a vários aspectos, tais como contratação de shows, relação com outros profissionais, contato com as bailarinas e outras coisas que pudesse explicitar? Existem muitas situações inesperadas?

Marcelo: Sim as situações são absolutamente inesperadas. Seja através da Internet ou pessoalmente nos shows, as histórias, fatos e relatos chegam aos meu ouvidos. Isso quando não caio de pára-quedas dentro de alguma história escabrosa.

Ao entender os bastidores da Dança do Ventre, fiquei tão perplexo que resolvi escrever um livro sobre isso. Não sei se lançarei, mas escrever sobre isso é uma espécie de alívio para mim e já escrevi cerca de 100 páginas. Tenho contato direto ou indireto com cerca de 3000 bailarinas do Brasil e do exterior. Por isso, certamente o universo feminino se abriu de forma surreal para mim.

Diariamente sou abordado por bailarinas que mal conheço e que liberam desde fofocas ingênuas, declarações românticas até estratégias de destruição das suas concorrentes. Nos shows é muito comum o ciúme, vaidade ou inveja intensificarem o ambiente de concorrência. Mas eu procuro sempre agir da forma mais justa e cortar esse tipo de situação, embora seja sempre muito difícil lhe dar com certas situações.

Mas nem tudo é confusão, claro que existem aspectos lindos e enriquecedores dentro desse universo. Tenho muitas amigas super queridas, carinhosas apaixonadas pela Dança do Ventre, que me apóiam sempre e que me mostram freqüentemente o lado místico e transcedental da cultura árabe.

Mas diante de um ambiente tão delicado, onde tudo pode reverberar algum mal-entendido, aprendi que o mais sensato na maioria das situações é adotar o silêncio. (risos)

Finalizando nosso bate papo, agradeço mais uma vez a sua gentileza de participar dessa entrevista e de compartilhar um pouco da sua experiência com todas nós. Fique a vontade pra acrescentar algo que ache importante. Um grande abraço e continue cada vez mais tendo sucesso na sua carreira.

Marcelo: Thaty eu que agradeço a oportunidade de falar um pouco sobre minha vida e meu trabalho. Vocês bailarinas são fonte de inspiração. Quero deixar um convite a todas as bailarinas, bailarinos e músicos para visitarem Minas e mostrar o seu talento. Aproveitem para conhecer minha Banda e experimentar o calor do nosso público.

Um grande abraço a todos.



Para maiores informações sobre Marcelo Fallahin:

VISITE O SITE:
www.myspace.com/marcelofallahin. Nele você poderá acessar fotos, ouvir gravações e assistir vídeos exclusivos como um dos maiores e mais qualificados músicos de Dança do Ventre atualmente no Brasil.

Contato para Shows através do E-mail: marcelofallahin@hotmail.com
Fone: (31) 8857-5470

Esta entrevista foi publicada na Central da Dança do Ventre



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